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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Filme combina ação descontrolada e os elementos mais tradicionais da série

Velozes e furiosos tem a história mais insana da franquia!

Em 2001, o topo das bilheterias era ocupado pelas estreias de “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” nos cinemas, seguidos por “Monstros S.A.”, “Shrek” e “Onze Homens e um Segredo” — títulos que, de variadas maneiras, resistem até os dias de hoje. Se alguém afirmasse naquela época que “Velozes e Furiosos” se tornaria um dos principais produtos da indústria, tão duradouro quanto os citados acima, as reações seriam de completa descrença. Dezesseis anos e muitas corridas depois, porém, essa é a mais pura realidade.
Existem diversas maneiras de entender o fenômeno. Talvez a mais relevante seja acompanhar suas transformações no decorrer do tempo, que resultam nesse novo capítulo. À distância, o oitavo filme parece somente repetir as ideias dos anteriores: o grupo já conhecido de personagens pilotando carros potentes em situações absurdas mundo afora. Tudo isso faz parte da narrativa, como não poderia deixar de ser, mas há muito mais quando se olha de perto.

Fonte B9

Desde a criação da série, os desafios aumentam a cada episódio. O que surgiu como uma investigação de roubos cometidos durante rachas noturnos aos poucos passou a envolver cartéis de drogas, a máfia japonesa, policiais corruptos, grupos de mercenários e, agora, terroristas internacionais. É interessante notar como “V&F” evoluiu nesse intervalo, tornando-se capaz de armar contextos e construir vilões cada vez mais complexos, muitas vezes respondendo às relações entre os heróis. Mais do que uma simples desculpa para reunir os personagens e colocá-los uma vez mais em movimento, a escolha do inimigo define também a escala e o formato da ação.

Nesse sentido, “Velozes e Furiosos 8” representa um marco importante. Ao mesmo tempo em que busca controlar as armas mais poderosas do planeta, Cipher (Charlize Theron) organiza um esquema para eliminar os únicos capazes de atrapalhar seus planos, colocando Dom (Vin Diesel) contra sua equipe. Essa é uma maneira inteligente de aproveitar (e subverter) dinâmicas estabelecidas no decorrer de tantos anos, além de representar um passo adiante em relação ao longa anterior, que amarrava as pontas de toda a franquia em uma trama de vingança bastante específica.
Embora o roteiro de Chris Morgan desperdice a vilã nas corridas e no embate direto, inexplicavelmente deixando de surfar na onda da Furiosa, de “Mad Max”, sua presença em cena anuncia sempre as principais viradas do filme. Na mais dramática delas, quando a terrorista ataca a ideia de família que sustenta o grupo, a atriz tem espaço para demonstrar suas melhores qualidades com um longo olhar ameaçador — algo raro na própria franquia, que geralmente se resolve com muitos cortes e diálogos rápidos.


O fato de Cipher se limitar à posição de comando não é necessariamente um problema para a ação, muito porque “V&F8” reutiliza nomes de seus antecessores e os distribui em funções diversas. O exemplo mais certeiro é a rivalidade entre Hobbs (Dwayne Johnson) e Deckard (Jason Statham), que rende os melhores momentos de humor e combate corpo a corpo. Além disso, as aparições pontuais de Mr. Nobody (Kurt Russell), trazendo consigo o novato Little Nobody (Scott Eastwood), servem como contraste à insanidade de Tej (Chris ‘Ludacris’ Bridges) e Roman (Tyrese Gibson), que aumentam o volume quando aparecem em cena e disputam a atenção de Ramsey (Nathalie Emmanuel), espécie de ilha de seriedade no elenco e responsável pelo aparato tecnológico do time. Por último, Letty (Michelle Rodriguez) parece um pouco perdida, exageradamente reativa ao que acontece ao seu redor, como no sexto capítulo, mas consegue brilhar nos momentos em que sua relação com Dom é posta à prova.

Se o parágrafo acima parece reunir informações demais, o filme certamente bate alguns recordes com seus longos 160 minutos. A maior duração da franquia até hoje se justifica parcialmente. Sequências como aquela em que vários carros apostam corrida com um submarino nuclear certamente exigem preparação e tempo de desenvolvimento, e o fato de parecerem inesgotáveis, com novos desafios surgindo a cada instante, contribui para sua força.

O problema aparece quando momentos dispensáveis são prolongados para que o filme produza duas ou três risadas a mais. A cena em que The Rock treina um time de futebol infantil é um exemplo, assim como parte dos segmentos passados no avião de Cipher. Ali, vemos os personagens desempenharem sempre as mesmas funções enquanto usam os computadores, o que torna muitas das ordens dadas pela vilã absolutamente redundantes — é difícil precisar quantos closes das mãos de Theron no teclado existem no filme.
O excesso de gordura do roteiro e a falta de desapego na montagem também incomodam no ato final, quando o foco se desvia da ação em alta velocidade para gags como aquela envolvendo Hobbs e um bebê. A piada funciona na primeira vez que é usada, mas o filme insiste em repeti-la à exaustão, ocupando um tempo de tela que poderia ser destinado, por exemplo, à personagem de Helen Mirren, com quem suas interações são muito mais interessantes.

Ainda que distrações como essa não tornem a ação mais envolvente, o resultado final dá sinais de um diretor consciente do material que possui em mãos. Substituindo James Wan no comando da produção, F. Gary Gray abre esse capítulo com uma corrida à moda antiga pelas ruas de Cuba e o encerra com uma nova reunião em família, remetendo às origens da série. Entre um ponto e outro, consegue tirar o fôlego do espectador fazendo dezenas de carros despencarem do alto de prédios e, assim, prova ter domínio também sobre o tipo de aventura descontrolada que define a série atualmente. Talvez seja esse o segredo do sucesso de “Velozes e Furiosos”: fazer sempre mais sem se esquecer do que funcionava em primeiro lugar.

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