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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Iron Maiden: o pior momento de Bruce Dickinson no palco

Iron Maiden: o pior momento de Bruce Dickinson no palco

 


Heather Adler do Dose.ca conduziu em outubro de 2006 uma entrevista com o vocalista do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson. A seguir uma amostra dessa conversa.

 Sobre estar em uma banda com um poder persistente: “Somos muito diferentes e também existimos fora do que você poderia chamar de mainstream da musica pop. Existimos também fora do que você poderia chamar de mainstream do que é metal. IRON MAIDEN é uma banda criada das ruas, e as pessoas coçam a cabeça e não entendem porque pouquíssimas bandas são criadas nas ruas hoje em dia. A maioria das bandas são criadas pela "Industrial Light and Magic" [NT:empresa de efeitos especiais] em estúdios. Até mesmo os músicos, reconhecem que se quiserem viver nesses dias e nessa era, tem que moldar o que fazem, tem que ter um corte de cabelo certo, vestir as roupas certas, todas essas coisas. O MAIDEN é fantástico porque não damos a mínima pra isso.“
Sobre “American Idol” e reality shows: “Eu só acho que Reality Shows mostram todas as formas mais baixas da natureza humana. Na verdade é um show de horrores. Criatividade acaba sendo limitada a ser excêntrico, ser diferente, não apenas dar às pessoas aquilo que elas querem. O que você precisa fazer é elevar as coisas, para além do que é normal. Reality Shows não encorajam isso. Eles descem de maneira estúpida ao horrível, um nível uniforme de talento aceitável.”
“As únicas pessoas com menos talento que os piores cantores na verdade são os juízes (magistrados)... A visão de todos os juízes batendo nas costas uns dos outros como se fossem um bando de hienas orgulhosas não significa nada pra mim. Eu sei que as pessoas gostam disso, mas e daí? Eu sei que as pessoas gostam de ver filmes snuff (filmes que contém cenas de sexo com sadomasoquismo e assassinatos), mas não quer dizer que isso seja certo. ”

Sobre o que ele entende por “Estilo de vida MAIDEN”: “O estilo de vida IRON MAIDEN é ter a banda em algum lugar dentro de você, é ter uma pequena gaiola na sua alma, como dizia o TALKING HEADS, onde você guarda algo especial. Alguém poderia dizer, ‘Certo, eu quero entrar no estilo de vida MAIDEN’, então ele vai até uma loja de rock, compra todas as camisetas, toda a memorabilia e sai parecendo uma drag queen do metal, mas isso não faz com que você entre no estilo de vida MAIDEN... Você pode ir trabalhar de terno, mas, na sua cabeça, você pode estar murmurando músicas do Iron Maiden, e isso é demais... Quão subversivo isso é? Eu acho isso demais.”

Sobre as letras dos álbuns recentes: “Como uma banda, todos nós temos filhos, e todos eles conversam sobre essas coisas. Eles estão crescendo nesse mundo dominado pelo medo, medo que possivelmente pode ou não ser manipulado pelos governos para seus próprios fins. A ultima vez que isso aconteceu foi na Guerra Fria, quando todos dissemos coisas assustadoras sobre os Russos por anos, embora muito do que se dizia não fosse verdade. Então, sim, eles realmente são perigosos. Durante 25 anos os Americanos diziam que os Russos quão perigosos eles eram e os americanos diziam que eles iriam bombardeá-los até a Idade da Pedra, e não foi bem assim. Nem em sonhos eles construíram tantas bombas.
“Brighter than a Thousand Suns” é sobre isso, e essa faixa é estranhamente profética com o que está acontecendo agora com a Coréia do Norte. Todas essas coisas que escrevemos são apenas reflexões de coisas que nos cercam. Não planejávamos nada assim.”

Seu momento mais embaraçoso no palco: “Alguém na Espanha entrou no camarim e roubou minhas calças. Nós estávamos gravando um vídeo nesses shows, e estávamos filmando todos os closes na primeira noite e todas as as tomadas distantes na segunda noite. Eu tive que correr e tentar encontrar um par de 'strech', um tipo de 'calça de couro de rock star', sem chance alguma de encontrar. Nós encontramos uma loja de roupas femininas que tinham umas coisas meio PVC que você não usaria nem numa discoteca num sábado a noite. Nós pegamos, colocamos mais algumas coisas nelas e de longe, parecia legal. Mas, eu estava espremido ali dentro – eram muito apertadas. Subi ao palco e todo mundo estava me olhando, me encarando. Eu olhei pra baixo e, bem, elas partiram no meio e digamos que meu “equipamento” estava pra fora. Estávamos no meio do show e tínhamos que cuidar disso. O melhor que eu podia fazer é colar um pedaço de fita preta em mim. Eu vou te dizer, eu nunca fiz uma depilação, mas depois do show, cheguei bem perto!”

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